As famílias políticas europeias estruturam-se hoje, também, à escala da União e a organização dos grupos no Parlamento Europeu reflecte e institucionaliza essa estruturação. Mas os partidos europeus que existem não o são em sentido próprio, constituindo antes plataformas muito leves de colaboração entre as formações nacionais, de acordo com as suas afinidades ideológicas. Este papel é bastante, ou deve haver evolução? Como aproveitar a tensão entre interesses nacionais e filiação europeia, no comportamento dos partidos? As eleições europeias e a actividade do Parlamento Europeu devem ser valorizadas também na perspectiva da consolidação de partidos europeus?

Antes de vos apresentar algumas reflexões motivadas pelas questões prévias, permitam-me uma curta declaração de interesses. Sou europeísta. Convicto. Acredito na ideia de uma cidadania europeia plena, consubstanciada na consagração do cidadão-eleitor-residente[1]. Acredito que deviam existir candidaturas europeias ao Parlamento Europeu assumidas por estruturas partidárias supra-nacionais e não antevejo nenhum mal entendido em apresentar candidatos estrangeiros em listas portuguesas. Acredito que a ideia de uma Europa Federal está no nosso futuro político próximo. Mas não no imediato.
Expostos alguns considerandos, proponho-vos então, sobre o tema, três breves reflexões, necessariamente críticas e construtivas, que espero que provoquem um debate informado e prospectivo.
Primeira reflexão: «O presente do PES não é mais que o seu passado repetido. Infelizmente».
Hoje, como há 50 anos, diversos Partidos Socialistas, ...

O mundo está em mudança, podemos mesmo dizer em acelerada mudança. As responsabilidades globais de todos, fosse em que canto do Mundo fosse, eram já inquestionáveis, por isso mesmo uns e outros pediam a intervenção da UE em beneficio de um mundo mais equilibrado em termos de geoestratégia, para além de mais justo e condizente com a visão do Modelo Social Europeu.
Procurando coordenar ideologicamente estas respostas em termos da UE e fazê-las reflectir posteriormente em termos pragmáticos nas diferentes realidades dos nossos países, regiões, municípios, freguesias, etc. foi, desde logo, o desafio do nosso Presidente Paul Rasmussen, quando lançou o projecto do Activista do Partido Socialista Europeu, algo que podemos vislumbrar como o embrião do futuro militante socialista europeu.
Como sabemos só existem militantes nos Partidos e, por isso mesmo, a sua ideia originária é lançar os alicerces desta novidade em termos de estrutura política, mas que, claramente, é uma necessidade real para dar resposta aos ...
O fórum é um espaço de debate público, organizado da seguinte forma:
1
Na minha opinião, a UE – organização a multi-níveis onde vários actores operam no sentido de gerar união a partir da diferença e, ultrapassar o velho paradoxo existencial de gigante económico, com “pernas” politicamente curtas – tem o dever moral de impulsionar o discurso político europeu e global. Não se peça a quem mais pode, que menos faça.
E se fazer depende de quem faz, sem dúvida que a força da União depende de instituições ...
2
O rosto da Velha Europa está a mudar. Hoje a UE representa já quase 500 milhões de habitantes e, por isso, os partidos políticos assumem um papel ...
3
Considero que os partidos políticos europeus representam no contexto actual, verdadeiros Think tanks da União Europeia.