Res Pública

As famílias políticas europeias estruturam-se hoje, também, à escala da União e a organização dos grupos no Parlamento Europeu reflecte e institucionaliza essa estruturação. Mas os partidos europeus que existem não o são em sentido próprio, constituindo antes plataformas muito leves de colaboração entre as formações nacionais, de acordo com as suas afinidades ideológicas. Este papel é bastante, ou deve haver evolução? Como aproveitar a tensão entre interesses nacionais e filiação europeia, no comportamento dos partidos? As eleições europeias e a actividade do Parlamento Europeu devem ser valorizadas também na perspectiva da consolidação de partidos europeus?

José Reis Santos, Historiador
José Reis Santos, Historiador

Antes de vos apresentar algumas reflexões motivadas pelas questões prévias, permitam-me uma curta declaração de interesses. Sou europeísta. Convicto. Acredito na ideia de uma cidadania europeia plena, consubstanciada na consagração do cidadão-eleitor-residente[1]. Acredito que deviam existir candidaturas europeias ao Parlamento Europeu assumidas por estruturas partidárias supra-nacionais e não antevejo nenhum mal entendido em apresentar candidatos estrangeiros em listas portuguesas. Acredito que a ideia de uma Europa Federal está no nosso futuro político próximo. Mas não no imediato.

Expostos alguns considerandos, proponho-vos então, sobre o tema, três breves reflexões, necessariamente críticas e construtivas, que espero que provoquem um debate informado e prospectivo. 

Primeira reflexão: «O presente do PES não é mais que o seu passado repetido. Infelizmente».

Hoje, como há 50 anos, diversos Partidos Socialistas, ...

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Jamila Madeira, Economista
Jamila Madeira, Economista

O mundo está em mudança, podemos mesmo dizer em acelerada mudança. As responsabilidades globais de todos, fosse em que canto do Mundo fosse, eram já inquestionáveis, por isso mesmo uns e outros pediam a intervenção da UE em beneficio de um mundo mais equilibrado em termos de geoestratégia, para além de mais justo e condizente com a visão do Modelo Social Europeu.

Procurando coordenar ideologicamente estas respostas em termos da UE e fazê-las reflectir posteriormente em termos pragmáticos nas diferentes realidades dos nossos países, regiões, municípios, freguesias, etc. foi, desde logo, o desafio do nosso Presidente Paul Rasmussen, quando lançou o projecto do Activista do Partido Socialista Europeu, algo que podemos vislumbrar como o embrião do futuro militante socialista europeu.

Como sabemos só existem militantes nos Partidos e, por isso mesmo, a sua ideia originária é lançar os alicerces desta novidade em termos de estrutura política, mas que, claramente, é uma necessidade real para dar resposta aos ...

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Helder Pereira em 16 de Abril 2009

Na minha opinião, a UE – organização a multi-níveis onde vários actores operam no sentido de gerar união a partir da diferença e, ultrapassar o velho paradoxo existencial de gigante económico, com “pernas” politicamente curtas – tem o dever moral de impulsionar o discurso político europeu e global. Não se peça a quem mais pode, que menos faça.
E se fazer depende de quem faz, sem dúvida que a força da União depende de instituições ...

Joao Ramalhete Carvalho em 25 de Março 2009

O rosto da Velha Europa está a mudar. Hoje a UE representa já quase 500 milhões de habitantes e, por isso, os partidos políticos assumem um papel ...

Joana Benzinho Santos em 26 de Fevereiro 2009

Considero que os partidos políticos europeus representam no contexto actual, verdadeiros Think tanks da União Europeia.

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